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sábado, 18 de abril de 2015

Picolé caseiro

Uma boa maneira de refrescar os dias quentes é tomando um picolé. E nada melhor que gastar pouco.

Encontrei forminhas para fazer picolé nessas lojas de R$1,99 (que agora não vendem mais nada a esse preço) e são maravilhosas!


Quando comecei a fazer,  colocava também um pouco de leite condensado. Ele não se mistura tão bem ao suco, se concentra mais embaixo (que é a parte que você come primeiro quando desenforma). Ficava maravilhoso, porém mais calórico... 

Decidi utilizar somente o suco. No início parecia um daqueles sacolés sem graça. Mas procurei outras marcas (os de caixa mesmo, os prontos) e outros sabores que fossem mais concentrados. O de uva, por exemplo, fica um pouco sem gosto se usarmos um suco mais diluído. Então é preciso procurar uma marca que faça um produto mais concentrado. 

Goiaba, manga e pêssego dificilmente ficarão aguados. Os sucos com soja são sempre mais diluídos, Nunca tentei fazer com eles.

Se quiser ainda menos calorias, use o suco light!

Também fiz um de manga da fruta. Bati os pedaços de manga no liquidificador com um pouquinho de água e açúcar. Natural e delicioso! 

Obviamente não tem o mesmo sabor que os picolés prontos, mas é uma ótima alternativa no lugar do sorvete.

Apesar desses sucos de caixinha não serem tão saudáveis assim, os sorvetes industrializados são bem piores!

Dois picolés desse satisfazem para uma sobremesa, e equivalem a menos de meio copo de suco.
Que tal trocar o suco da refeição por um ou dois picolés de sobremesa? 

domingo, 14 de julho de 2013

Cereais Matinais


Qual comprar quando estamos no mercado, e nos deparamos com aquelas prateleiras cheias com os mais variados pacotes? Como fazer essa escolha? Pelo sabor? Preço? Pelo que passou na propaganda? Pela cor das embalagens? Que tal pelas características nutricionais?



O assunto já tem muitos detalhes a serem comentados. Então para não ficar extenso demais vou direto ao ponto: as comparações.

Fiz uma pequena e breve pesquisa e já pude notar algumas coisas úteis.

Esses cereais são adicionados de vitaminas e minerais, o que é interessante.
O cereal Kellog's Sucrilhos é o único entre os avaliados que não possui fibra!
O que mais tem fibra, dentre os cereais comuns (sem ser aqueles que dizem ser ricos em fibra como Kellness ou Fibra Mais) é o Nesfit da Nestle.
O Kellog's Corn Flakes contém o maior teor de Sódio.
A tabela abaixo ajuda a visualizar isso:



Surge sua dúvida: "Ah, mas só tem essas três?" Não coloquei as outras porque a tabela ficaria enorme e estão bem parecidas em todos os nutrientes, por exemplo a fibra, entre 0,6 e 1,4g.

 Além disso: Sucrilhos, Corn Flakes, Sucrilhos sabor chocolate, Sucrilhos Power e Froot Loops não são adicionados de Cálcio. Nesfit, Moça Flakes, Snow Flakes, Nescau Cereal e Crunch Cereal, decidiram melhorar um pouco e incluíram o Cálcio na receita.

E olha ali o Sucrilhos ganhando também em quantidade de açúcares!

Agora veja alguns com sabor chocolate:



Como se não bastasse, o Sucrilhos está praticamente cantando como um manifestante: "Olha eu aqui de novo!" Com mais Sódio e nenhuma fibra. 
E então você como bom observador percebe o Sucrilhos Power e fala: "Agora sim, tá aí um produto bom com gosto bom!" A Kellog provavelmente resolveu tentar corrigir lançando esse. Legal!! Será mesmo? Leia os ingredientes de cada um:

SUCRILHOS: Milho, açúcar, malte, sal, ácido ascórbico (vit C), nianinamida (niacina), ferro reduzido (ferro), óxido de zinco (zinco), cloridrato de piridoxina (vit B6), riboflavina (vit B2), mononitrato de tiamina (vit B1), palmitato de retinol (vit A), ácido fólico e cobalamina (vit B12). Contém glúten. O milho utilizado neste produto contém traços de soja.

SUCRILHOS POWER: Farinha de milho enriquecida com ferro e ácido fólico, açúcar, farinha de trigo enriquecida com ferro e ácido fólico, cacau, massa de cacau, sal, ácido ascórbico (vit C), palmitato de retinol (vit A), niacinamida (niacina), ferro reduzido (ferro), óxido de zinco (zinco), cobalamina (Vit B12), cloridrato de piridoxina (Vit B6), mononitrato de tiamina (Vit B1), riboflavina (Vit B2), ácido fólico, corante caramelo IV-processo sulfito-amônia, estabilizantes mono e diglicerídeos de ácidos graxos, aromatizante, corantes artificiais vermelho altura AC e azul brilhante FCF.

Algo chamou sua atenção? É. Todos os de sabor chocolate, e o Froot Loops (colorido) contêm corantes, estabilizantes e aromatizantes.

Gostaria muito de comparar ainda sobre os orgânicos, os realmente ricos em fibras, e outros que contêm mais do que flocos de milho, mas o post ficaria longo e se tornaria chato de ler.

Qual a conclusão disso tudo??? Excluir estes deliciosos e práticos cereais da alimentação? Nem todos, basta apenas ficar atento ao conteúdo de cada um.

SABOR CHOCOLATE: O Crunch Cereal, apesar do aromatizante e do antioxidante, não tem corantes. E ainda possui apenas 61mg de Sódio. A quantidade de fibra está na média (1,4g) e possui metade do Cálcio (60mg) em relação aos outros, mas ainda vale a pena.

Caso você não coma cereal sabor chocolate, a decisão é bem mais difícil. Por incrível que pareça, o Nesfit, que seria a melhor opção, possui conservantes, e o tão criticado Sucrilhos não!

SUGESTÃO PARA SEGUIR: esqueça o Kellog's Corn Flakes e o Sucrilhos sabor Chocolate (campeões no Sódio). Além disso, varie seu cardápio! Acrescente por exemplo um pouco de granola, aveia, linhaça, pedaços de frutas no seu prato com cereal. 

UMA IDEIA: coloque metade do seu preferido e a outra metade daqueles ricos em fibras mas nem tão ricos no sabor (faço isso e o "sacrifício" vale a pena, além de saciar mais a minha fome). 

OUTRA: Mesmo você que adora, não torne o consumo destas "caixinhas" um hábito diário. Mude para pão integral de vez em quando! Assim o café da manhã não fica monótono nem perigoso para a saúde. Nosso organismo agradece a variação de nutrientes!

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Assistam o filme!

Depois de ter comentado bastante sobre o documentário "Muito além do peso", nada melhor do que divulgar o próprio filme. Divulgar? Não só isso, mas deixar o link para que possam assistir, comentar, conhecer com mais detalhes o que falei aqui, saber quem organizou tudo isso e baixar também!


Algumas citações do filme, no mínimo alarmantes:

Jamie Oliver, chefe de cozinha, Reino Unido:
"Seu filho vai viver 10 anos a menos que você, por causa do ambiente alimentar que construímos."

Amélio Matos, endocrinologista, Brasil: 
"As grandes pandemias modernas têm na sua base o excesso de peso."

Danielle Andreoni, endocrinologista, Brasil: 
"Peguei no consultório outro dia uma menina de 9 anos, com 62 quilos."

William Dietz, Divisão de nutrição, atividade física e obesidade, EUA: 
"Em muitas cidades, não há parques que sejam seguros para as crianças serem ativas. Mesmo ir até a escola se tornou perigoso em alguns lugares."

Alejandro Unna, sociólogo, México:
"A criança não vê o restaurante de fast-food como um lugar onde se comer, ela vê um lugar para brincadeiras e pede para ir neste lugar. O McDonald's é o maior vendedor de brinquedos do mundo."

Tudo isso na íntegra, e muito mais, em:

Muito Além do Peso


domingo, 9 de junho de 2013

Sobre o documentário - parte 4

PARTICIPAÇÃO DA ESCOLA


Voltando ao assunto sobre o documentário "Muito Além do Peso", finalizo com outro fator que contribui para a obesidade das crianças. A escola.



De acordo com o filme, as escolas não se preocupam muito com a qualidade da alimentação dos alunos. As lanchonetes não oferecem uma boa variedade, e os responsáveis pela escola nem se importam com isso.
Algumas pessoas sugerem que ensinem para as crianças como elas devem se alimentar melhor, e apresentar os alimentos, pois muitas não conhecem nem o que é um mamão.
Sim, uma delas quando recebeu a fruta disse: "isso é um abacate, eu odeio abacate."


Ainda tem mais: a maioria das escolas não tem um bom plano de educação física. Uma das crianças contou que onde estuda tem apenas 15 minutos de aula por semana! Outra contou que nem correr pelo pátio na hora do recreio elas podem! Porque a escola não permite que eles se machuquem.




A escola tem grande participação, influência e responsabilidade sobre as crianças. É onde elas passam vários anos de suas vidas, absorvendo o que acontece e se acostumando com os hábitos que criam nessa época.

Esse desinteresse da escola em alimentação adequada e em exercícios físicos decentes precisa mudar, e mudar já!

domingo, 7 de abril de 2013

Sobre o documentário - parte 3

TECNOLOGIA E O TEMPO

Arte: www.leandroavelino.blogspot.com

Facebook, twitter, playstation, wii, xbox, pc, tablet, smartphone, TV HD 3D com canais infinitos, etc. São tantos atrativos que às vezes fica difícil dar conta de todos. As informações estão cada vez mais rápidas e instantâneas, e nós cada vez mais ansiosos por novidades. Nos acostumamos a tantos passatempos e "necessidades" atuais que não sobra muito tempo para por exemplo conversar com os familiares, ou para praticar uma atividade física, ou mesmo apenas passear.

E com essa falta de tempo, as crianças são influenciadas, pois também são inseridas em todas essas atividades. Crianças com 5 anos de idade já possuem seu celular, seu notebook e até perfil nas redes sociais.

Concordo que as coisas mudam, o estilo de vida de 30 anos atrás não pode ser o mesmo de hoje. Mas é possível frear a influência que as atividades adultas exercem na vida das crianças. Elas precisam ser ciranças. "Postar" na internet, "twittar", enviar sms de cinco em cinco minutos não é algo muito condizente com a infância.

Mas por que entrar nesse tipo de discussão? O que isso tem a ver com a obesidade infantil? Bom, o tempo gasto com as "atividades modernas" é cada vez maior, e consequentemente as brincadeiras de criança (além de desenvolverem intelectualmente ajudam fisicamente) acabam ficando em segundo plano, ou são esquecidas, pela falta de "tempo". Quanto mais exercícios praticados (as velhas brincadeiras saudávis, como passear, andar de bicicleta, se divertir com amigos), menor as chances dela vir a apresentar problemas de saúde quando adultas, ou mesmo em um futuro próximo, dentro de alguns anos, como mostrado no filme.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Sobre o documentário - parte 2

Seguimos com o ótimo documentário Muito Além do Peso

TELEVISÃO E PROPAGANDA

A televisão é capaz de reunir famílias para assistir, entreter e provocar até discussão e troca de opiniões. Porém, é a mesma que pode ditar o que está na moda, e inclusive o que devemos usar e consumir para sermos aceitos pela sociedade. Através de propaganda e também do merchandising, chegam até nós produtos e mais produtos que são supostamente os melhores do mercado e que não podemos deixar de comprar! Como se todos aqueles itens fossem, sem sombra de dúvidas, nos causar as mesmas sensações passadas na propaganda: felicidade, bom humor, beleza, e no caso dos alimentos (o foco aqui), saúde.

Como se isso já não bastasse, quando o público-alvo são as crianças, as propagandas são exibidas nos intervalos dos desenhos e programas infantis, e prometem diversão garantida. Acrescentam-se ainda, as terríveis associações com personagens conhecidos por elas, fato discutido no documentário. Aquele do último filme, o super-herói, o do desenho mais visto. Isso quando a empresa não cria seu próprio personagem. Embalagens bem coloridas, chamativas, marcas vistas o tempo todo nas propagandas, e nada como a praticidade do produto pronto para o consumo.

A família decide então almoçar fora. Conseguirá fugir completamente desses apelos? Não. Indústrias de fast foods também possuem seu personagem animado, seus brinquedos de brinde, bonecos, mochilas, acessórios, itens de todo tipo, espaço para brincar. Adivinhem o que mais atrai uma criança? Um lugar como esse ou um restaurante comum, com comida comum, ambiente comum (adulto), cores comuns? Não é difícil responder.

O problema disso tudo é que a criança não tem o discernimento para avaliar isso e entender que nem tudo que diz ser o melhor realmente é. E cabe a quem ensiná-la e ajudar para que isso não se torne um problema do presente no seu meio de convívio (!), e também no futuro para ela mesma e seu próximo (!), e para a saúde pública (!)? Exato. Dando nome às exclamações: a família, a escola, o governo.

sábado, 26 de janeiro de 2013

Sobre o documentário - parte 1

Muitos ainda acreditam que pessoas são obesas porque comem demais e passam o dia assistindo TV. Não é totalmente equivocado, porém essa justificativa é muito superficial e incompleta. Há diversos motivos para a obesidade, e no caso discutido aqui, a infantil, não é diferente.

O documentário mostra, de uma maneira bem interessante, um pouco do que acontece com essas crianças. Comenta seus problemas e o quão amplos são os fatores que envolvem a obesidade. O que vou fazer aqui é descrever um pouco do que foi falado no filme junto com comentários.

FAMÍLIA




É uma influência enorme, pois é a primeira que apresenta alimento à criança. É ela que escolhe que comida será o primeiro contato dela. Se o que for servido é algo como um refrigerante, doces, balas, salgadinhos, é o que a criança vai conhecer e associar como alimento rotineiro e comum. Ela provavelmente se acostumará ao sabor (obviamente bem atrativo) e uma refeição que não tenha esses alimentos vai ser no mínimo desinteressante para ela.
A criança não conhece o que é saudável e o que é prejudicial. Ela prova, julga, e caso aprovado, passa a ser a preferência. Tudo que não estiver parecido com aquele gosto vai ser recusado.
Em sua alimentação deveria constar apenas produtos naturais, e sem sal ou açúcar adicionado. Assim ela pode sentir o verdadeiro gosto dos alimentos, principalmente daqueles que precisarão estar presentes no resto de sua vida.
É preciso impedir que a criança já "tome gosto" por alimentos industrializados, exageradamente açúcarados ou salgados.
Criança pequena não pede o que não conhece.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Muito além do peso

No final do ano passado assisti um documentário no cinema. Brasileiro. Sobre obesidade infantil. "Muito Além do Peso".
A única razão de eu ter tomado conhecimento de sua existência foi através do facebook (!), pois uma amiga, também nutricionista, postou sobre.
Fui ao único cinema onde o filme estava passando, no único horário disponível. Haviam mais cinco pessoas na sala.

Foi bem informativo e impressionante. Uma pena esse tipo de filme não ser mais divulgado, mas há alguns motivos para isso:
É brasileiro
Não tem mulher semi nua
Não tem ator famoso
Não tem violência
Não é ficção, é realidade

Enquanto isso, pessoas lotam as sessões para ver filmes como "A viagem" (Tom Hanks, Halle Berry...), que durante três horas faz uma "viagem" com o roteiro. (Quem achou muito bom, ótimo, me explique algumas coisas).

Para um nutricionista, o filme "Muito Além do Peso" foi a confirmação de nossa incansável luta pela saúde, acrescido de uma melhor noção sobre o que está acontecendo também no resto do Brasil, juntamente com vários motivos interessantes para a obesidade nas crianças, e é isso que vou colocar nos próximos posts. Até lá!