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sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Sobre o documentário - parte 2

Seguimos com o ótimo documentário Muito Além do Peso

TELEVISÃO E PROPAGANDA

A televisão é capaz de reunir famílias para assistir, entreter e provocar até discussão e troca de opiniões. Porém, é a mesma que pode ditar o que está na moda, e inclusive o que devemos usar e consumir para sermos aceitos pela sociedade. Através de propaganda e também do merchandising, chegam até nós produtos e mais produtos que são supostamente os melhores do mercado e que não podemos deixar de comprar! Como se todos aqueles itens fossem, sem sombra de dúvidas, nos causar as mesmas sensações passadas na propaganda: felicidade, bom humor, beleza, e no caso dos alimentos (o foco aqui), saúde.

Como se isso já não bastasse, quando o público-alvo são as crianças, as propagandas são exibidas nos intervalos dos desenhos e programas infantis, e prometem diversão garantida. Acrescentam-se ainda, as terríveis associações com personagens conhecidos por elas, fato discutido no documentário. Aquele do último filme, o super-herói, o do desenho mais visto. Isso quando a empresa não cria seu próprio personagem. Embalagens bem coloridas, chamativas, marcas vistas o tempo todo nas propagandas, e nada como a praticidade do produto pronto para o consumo.

A família decide então almoçar fora. Conseguirá fugir completamente desses apelos? Não. Indústrias de fast foods também possuem seu personagem animado, seus brinquedos de brinde, bonecos, mochilas, acessórios, itens de todo tipo, espaço para brincar. Adivinhem o que mais atrai uma criança? Um lugar como esse ou um restaurante comum, com comida comum, ambiente comum (adulto), cores comuns? Não é difícil responder.

O problema disso tudo é que a criança não tem o discernimento para avaliar isso e entender que nem tudo que diz ser o melhor realmente é. E cabe a quem ensiná-la e ajudar para que isso não se torne um problema do presente no seu meio de convívio (!), e também no futuro para ela mesma e seu próximo (!), e para a saúde pública (!)? Exato. Dando nome às exclamações: a família, a escola, o governo.

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